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Aprende-se a ser mulher com o passar dos anos

abril 13, 2009

Ontem eu estava lendo uma reportagem na revista e tinha uma parte que citava Simone de Beauvoir, escritora que gosto e falo de vez em quando aqui no blog. Simone dizia que não se nasce mulher, aprende-se a ser mulher com o passar do tempo. Somos criadas pela sociedade para ser submissas e isso só se inverte com o passar do tempo e muita coragem.

Também ontem na internet li uma reportagem que enaltecia Amy Winehouse e Carla Bruni como novos perfis e exemplos da mulher moderna. Não sei se elas são exemplos para outras mulheres, mas para mim não são. Não vejo nenhuma atitude que realmente faz a diferença no mundo em que vivemos, para mim ali não há nada. Digo o mesmo de Angelina Jolie, tão enaltecida por sua beleza. Não o digo por inveja, não tenho problemas em dizer que outras mulheres são belas e interessantes, até mesmo me inspiram. Mas não é o caso…
Estou falando tudo isso porque descobri uma modelo plus size que me fez acreditar mais nas mulheres e pensar que ainda temos esperanças. Chama-se Mia Tyler, ela é irmã da Liv Tyler e filha do Steven. Ela é linda como a irmã, com o diferencial de ser bem mais gordinha e ter várias tatuagens. As tatuagens não são mais novidades em mulheres. A maravilhosa Kat Von D (adoro) e muitas outras mulheres, são a prova viva disso. Mas Mia ser gordinha, para mim foi demais (no sentido adorei ao máximo). E ela se sente muito à vontade com seu corpo, sexy e de bem com a vida. Eu acho essa atitude positiva. As mulheres estão dando muia atenção para a aparência, tenho que confessar que até eu que sou inteligente e informada me pego pensando no peso. Outra coincidência foi ver mulheres bonitas, mas sem um pingo de maquiagem no rosto, posarem na capa da Elle. Entre elas, Mônica Belucci. Achei uma iniciativa maravilhosa, ainda mais por não usarem photoshop na edição das imagens das moças.
Eu acredito que em uma era cujo poder simbôlico maior é o multiculturalismo, a boa vontede para com os outros e a aceitação das várias etnias com sua beleza real, é apropriado pensar em uma nova mulher. Uma mulher que não se importe tanto com a aparência que a sociedade exige dela, mas com suas belas imperfeições que saltam aos olhos dos outros.
Links:
Myspace da Mia: http://www.myspace.com/miatyler
Fotos da Elle francesa: http://chic.ig.com.br/materias/510001-510500/510497/510497_1.html
2 Comentários leave one →
  1. Saldanha permalink
    abril 14, 2009 11:03 am

    Acho interessante isso, creio que o importante é que nós estejamos satisfeitos com o corpo que temos. Mas temos que nos lembrar que, além dos aspectos estéticos, tem a nossa saúde.

  2. † Mme. Mean † permalink
    abril 29, 2009 12:13 pm

    Adorei a postagem, Helena. Acho que os dois grandes desafios da mulher do século XXI estão em não se deixar masculinizar pelo mercado de trabalho, nem escravizar pelo padrão de beleza.

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