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Perseguindo Dash Snow

julho 19, 2009

Eu traduzi parte de uma reportagem da New York Art sobre o artista, são oito páginas e aí estão as três primeiras (algumas coisas eu omiti, pois achei que não eram fundamentais para entender a arte produzida pelos artistas). Resta saber se terei paciência para traduzir o resto. Mas tive uma noção mais aprofundada sobre arte americana atual lendo essa reportagem que não fala apenas de Dash, mas de Ryan McGinley e Dan Colen.

 

Aos 25 anos ele se tornou o rei da downtown, interessado por graffiti, tinha um belo rosto e era um De Menil de descendência. Dash Snow era um artista controverso, não usava e-mail e não possuía telefone. Se você quisesse falar com ele, poderia gritar da parte de baixo de seu apartamento. Em parte, isso vem da época em que pichava a cidade, quando era mais jovem e tinha que fugir da polícia.

Dash Snow era amigo dos artistas jovens Ryan McGinley e Colen, chegaram a dividir um apartamento, amizade e o sucesso. Saatchi havia comprado uma das esculturas de Colens e Ryan McGinley tornou-se a pessoa mais jovem a ter uma exposição individual no Whitney. McGinley se declara obcecado por pessoas e durante certo momento ficou obcecado por Dash. McGinley conheceu Colen quando eles eram jovens que andavam de skate em Nova Jersey.

McGinley sempre declarou que não estava interessado em graffiti, ele estava interessado na pessoa que iria subir em um prédio altíssimo e escrever seu nome milhares e milhares de vezes. McGinley declara: É engraçado, para mim Dash Snow tornou-se um rock star, mas ele é tão paranóico. Isso vem dessa cultura das pichações, você quer que todos saibam quem você é, vai escrever seu nome em toda cidade, mas não pode deixar ninguém saber quem você realmente é. É assim essa idéia de ser famoso. Dash Snow está se tornando uma sensação. Ele tinha uma peça na Whitney Biennial , uma foto com um cão lambendo os lábios, em uma pilha de lixo e vários outros polaroids. Você pode não ser capaz de encontrá-lo, mas pode ouvir seu nome nas galerias de Chelsea e Lower East Side, nas feiras de arte de Miami e nas bancas de jornais em Conpenhague e Berlin, como uma espécie de código Morse supercool internacional. Porque a arte do mundo ama a infâmia. A Downtown, a cidade de Nova York ama-o, necessita que ele exista.

O que torna a lenda mais rica, é que Dash poderia ter vivido um outro tipo de vida. Os De Menil são uma classe influente e rica, muitas vezes envolvida com a arte como sua avó Christophe De Menil. Era difícil para ele viver como uma pessoa normal, entrava e saía da prisão, consumia e sintetizava drogas, estava no limite durante uma década. Ele é indisciplinado e autodidata. E da mesma forma que Warhol utilizou a força vital de jovens artistas e pessoas bonitas para manter-se inspirado, McGinley e Colen adotaram Dash como seu mascote.

McGinley, Colen e Snow quando se reuniram através da escola de Arte em Parsons, começaram a criar uma crew de graffiti, chamada Irak (na gíria, “rak” é roubar). A crew Irak, era feita de moradores de rua, seus integrantes tinham problemas com a polícia. Colen diz que um bom pichador, será também um bom ladrão de loja, alguém que é usado para quebrar a lei quinze ou vinte vezes ao dia. Dash procurava conquistar a confiança do dono da loja, até que confiasse o suficiente para não vigiá-lo.

Jack Walls, um escritor e artista que os três admiravam muito, acreditava inicialmente que Dash era apenas um vândalo. Em um dia de inverno Dash e Jackson se encontraram. Jackson acompanhou Dash até a escola e depois, pode ver seus polaroids e ficou surpreso com o que viu.

“Dash é selvagem, um garoto selvagem. Eu não sei? Mas para mim, é como criar uma espécie de fantasia. É, assim a vida que eu desejo, que eu estava vivendo. Para Dash, é realmente a vida”.

Ryan McGinley

Snow foi preso na detenção juvenil quando tinha 13 anos. Desde então tem vivido no seu próprio mundo e rejeitado sua abastada família. Seus amigos lhe incentivaram a fazer a transição de ladrão para artista. Evidentemente rebelando-se contra sua família, tornar-se um famoso artista é uma maneira interessante de ser rebelde.

Dash começou a fazer coisas que eram como arte, Ryan e Colen começaram a incentivá-lo. Colen costumava ter longas conversas com Dash, que cresceu em uma família que possui um amplo contato com a arte e conheceu muita gente maluca, mas era um pouco ignorante sobre as coisas. Ele tinha todas essas incríveis oportunidades, conheceu Robert Rauschenberg quando tinha 5 anos, mas talvez ele não saiba quem é Matthew Barney. Dash e Colen gastaram muito mais tempo que uma noite, para discutir o assunto.

Snow recusou-se a ser chamado de artista durante um período. Ele alardeou que roubou uma câmera Polaroid aos 13 anos e desde então fotografa. Ultimamente estava trabalhando com colagem, muitos vêem no seu trabalho uma autenticidade radical que partes do mundo da arte estão desesperados para ver. Obviamente, o mundo da arte sempre quis, principalmente na cidade de Nova York, o Jackson Pollock e Willem De Kooning, aclamados juntamente com o seu gênio. Essa magia da insanidade completamente emoldurada para a venda.

Mesmo que Dash não chame seu trabalho de arte, as coisas que faz são simplesmente únicas, independentes e fantásticas, diz Colen.

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