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COUM Transmissions

maio 27, 2010

Throbbing Gristle foi uma das primeiras bandas a usar roupas camufladas, uniforme militarista e experimentalismo musical. Influenciados pelo grupo Fluxus, o COUM Transmissions  usou todo tipo de experimentalismos antes de transformar-se no Throbbing Gristle.  O Fluxus foi organizado por Maciunas na década de 60, tinha como principais artistas John Cage, Joseph  Beuys, Wolf Vostell e Yoko Ono. Só quem é ligado a arte sabe que a famosa performance na cama, “Give peace a chance”, em que John Lennon e Yoko pediam paz e o fim da guerra no Vietnã em 1969 é fruto do Fluxus, assim como a Plastic Ono Band, banda fundada pelos dois que promovia experimentalismos diversos através da música.

A performance Bed Peace

Joseph Beuys, um dos artistas que mais gosto. Ele fazia perte do Fluxus.

O Fluxus queria romper com as barreiras tradicionais entre as artes,  misturando música, artes visuais, performances… Foi um movimento genuinamente contemporâneo por não estabelecer diferenças entre as linguagens artísticas.

O COUM Transmissions e seu fundador P-Orridge, influenciados  pelo Fluxus, começaram a fazer experimentalismos com a música e temas polêmicos.

Genesis P- Orridge

Começava aí o início do estilo musical que chamamos de Industrial e hoje possui adeptos como Rob Zombie, NIN, Ministry,  Deathstars e Marilyn Manson.  Genesis P-Orridge junto com o COUM, no final dos anos 1960 e início dos anos 1970, tratou de temas como prostituição, pornografia, serial killers, ocultismo e sua própria exploração das questões de gênero. O COUM tinha uma ênfase principalmente artística. Em Londres, no Instituto de Arte Contemporânea, fizeram uma performance com o nome “Prostituição” em que debatiam valores artísticos, a questão da comercialização da arte, o que é considerado arte, o capitalismo e valores que a sociedade considera imutáveis. Seu conceito era:

“A prostituição é cada vez mais vista como um evento muito importante na história da vanguarda da arte britânica e da contracultura. (…) A exposição jogou Tutti e Genesis P. Orridge no centro das atenções do público com a cobertura maciça dos tablóides, uma centena de artigos e mais perguntas do Parlamento(…). Ela também veio em um momento em que o governo foi “atenciosamente” ao FMI para ajudar uma economia sitiada e, claro, o show foi parcialmente financiado pelo Conselho das Artes um período em que a Tate tinha comprado recentemente os tijolos de Carl Andre… Provavelmente o COUM Transmissions tentou chocar, escandalizar e virar concepções cotidianas da arte, do trabalho e da sociedade. Como tal, a escolha de profissionais de prostituição como tema foi, provavelmente, uma forma de chocar os valores tradicionais da família, valores artísticos e do capitalismo. A prostituição foi concebida como um paradigma das condições gerais do capitalismo, tanto para homens e mulheres”.

É evidente a ironia do grupo ao falar das preocupações da mídia sobre os bons costumes ao invés de preocuparem-se com política. Há uma crítica também, na questão da “comercialização” da arte de Carl Andre, expoente minimalista.  E a mesma sátira ao dizer que sua própria exposição (Prostituição) foi financiada com o dinheiro dessa compra… Na performance foram utilizados tampões, correntes, seringas e revistas pornográficas. A noite de abertura foi uma reavaliação de todos os estereótipos  presentes em uma exposição normal: cerveja no lugar do vinho, strippers e performances. Billy Idol, que na época fazia parte do Generation X participou do show. O COUM acabou, dando continuidade a seu trabalho através da banda de industrial Throbbing Gristle.

 Throbbing Gristle

Protitution por Genesis P-Orridge e Cosey Fanni Tutti

2 Comentários leave one →
  1. Raphael permalink
    junho 28, 2010 1:59 pm

    O blog está cada vez melhor, e com o número de acessos crescendo, mas mantendo a qualidade! Parabéns amor!

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