Skip to content

Caspar D. Friedrich

julho 17, 2010

“Os eruditos são aqueles que leram nos livros;  mas os pensadores, os gênios, os iluminadores do mundo e os promotores do gênero humano são aqueles que leram diretamente no livro do mundo”. (Arthur Schopenhauer)

Artista  germânico Romântico, adepto das pinturas de paisagens.  Em suas paisagens o homem parece minúsculo diante de uma natureza magnífica e sombria. O homem se sente  solitário e permanece isolado diante da grandiosidade da natureza:


Viajante acima do mar de névoas (1817-18)  – Caspar David Friedrich:

O espírito do tempo (zeitgeist) que domina a obra  de Friedrich é radicalmente romântico, o pintor apropria-se de   cenas à luz da lua,  lugares gelados,  noites, lugares áridos e montanhas.  Quando a figura humana aparece em seus quadros,  costuma ter um caráter sombrio como cemitérios ou ruínas góticas:


O carvalho em ruínas  (1829)- Caspar D. Friedrich


Crepúsculo no cemitério – Caspar D. Friedrich


Cemitêrio sob a neve (1826) – Caspar D. Friedrich


Paisagem com sepultura, caixão e coruja – Caspar D. Friedrich

Suas figuras humanas, pertencentes a burguesia, aparecem de costas para o observador do quadro e encobrindo o ponto de fuga das paisagens. Essa técnica nos oferece  uma perspectiva de humanização diante da paisagem, ao enxergarmos  nela uma força  holística de fusão entre o homem e a natureza. Um equilíbrio do universo.  Sua metafísica, chamada de metafísica da luz é influência do cristianismo neoplatônico. Nas suas pinturas convergem dualismos como o corpo e a alma, o plano terreno e o espiritual. Há um plano onde permanecem as pessoas (o terreno) e um plano divino (a paisagem).  Algumas simbologias são constantes na obra de Friedrich:


A cor violeta: O contraste entre essa cor e a escuridão do fundo de suas paisagens, segundo alguns teóricos simboliza a luta de Friedrich contra a melancolia. Suspeita-se que o pintor era depressivo.


A cruz ao lado do Báltico (1815) – Caspar D. Friedrich

A experiência humana diante da natureza: Os germânicos acreditavam que essa experiência era divina, um acontecimento religioso.


Homem e mulher contemplando a lua – Caspar D. Friedrich

A base que assenta os humanos: Geralmente é uma rocha que representa a fé.

A lua crescente sobre o mar – Caspar D. Friedrich

A neve: Uma idéia de ressurreição ou uma aproximação da morte.


Mosteiro e cemitério na neve Caspar D. Friedrich

As montanhas: Representam a eternidade, uma esperança do ser humano.


Garganta  rochosa (1822-23) – Caspar D. Friedrich


O caminho da vida: É representado através dos barcos que estão no mar, porém próximos ao porto, representam a morte.

As fases da vida – Caspar D. Friedrich

Mais obras: http://www.caspardavidfriedrich.org/

Anúncios
One Comment leave one →
  1. julho 22, 2010 8:18 am

    OI Helena
    Caspar Friedrich é um dos pintores que mais gosto, e olha que gosto de muita gente. Tudo nele é romantismo e mistério. Místico.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Espaços Narrativos

memórias absorvidas por espaços, propagadas por pessoas

jimgoforthhorrorauthor

Horror author. Extreme metal fanatic. Husband. Father.

Não Sou Exposição

Questionamentos sobre imagem corporal, amor próprio, saúde e comida.

vamosparalondres

um autoguia para a minha viagem à capital britânica

A Virgem Boêmia

Entre palavras e cervejas

Dully Pepper24H

Arte pelo Amor, Arte pelo Mundo, Arte pela Paz!

REQUADRO

Just another WordPress.com site

Supernova de Estilos

Um espaço para arte, moda, música, textos e tudo o que for interessante e novo (ou vintage)!

blog da Revista Espaço Acadêmico

Revista Espaço Acadêmico, ISSN 1519-6186 – ANO XVII - Mensal. Conselho Editorial: Ana Patrícia Pires Nalesso, Angelo Priori, Antonio Ozaí da Silva, Carlos Serra, Eliel Machado, Elisa Zwick, Eva Paulino Bueno, Henrique Rattner (in memoriam), Josimar Priori, Luiz Alberto Vianna Moniz Bandeira, Marcelo Gruman, Paulo Cunha, Raymundo de Lima, Renato Nunes Bittencourt, Roberto Barbato Jr., Rogério Cunha de Castro, Rosângela Praxedes e Walter Praxedes. Editor: Antonio Ozaí da Silva

palavrasecoisas.wordpress.com/

Comunicação, Subculturas. Redes Sociais. Música Digital. Sci-fi

Felinne Criações

Bastidores dos trabalhos, projetos, e vida Felinne ;)

Drunkwookieblog

Porque esperar pelo G.R.R Martin não dá

Lembrar ou Esquecer?

Depois de um tempo...

A CASA DE VIDRO.COM

Portal Cultural & Livraria Virtual. Plugando consciências no amplificador! Um projeto de Eduardo Carli de Moraes.

%d blogueiros gostam disto: