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O grotesco como intenção artística – 3ª Parte

janeiro 30, 2011

 

 

“Os feios … quase sempre são também maus, e os belos, bons.”

 

 Baldassarre Castiglione – O Cortesão

 

 

Kiss – Gênero: Hard Rock/Metal

 

Frequentemente a banda é acusada de plágio da idéia dos “Secos e Molhados” de pintar o rosto, o fato é que quando tinha o rosto pintado o Kiss fazia mais sucesso que mostrando o semblante. Plágio ou não, a idéia de caracterizar cada integrante de acordo com sua personalidade, além da  pintura facial condizente é uma grande jogada. O Kiss adotou o chamado “shock rock” instantaneamente, com direito à sangue cuspido no palco, a língua assustadora de Gene Simmons, roupas que misturavam terror a vestes espaciais, entre outras coisas. Meu preferido sempre foi Starchild, o Paul Stanley.  Durante os anos em que a banda fazia mais sucesso, eles nunca revelavam suas reais identidades e muito menos seus rostos. Certamente uma grande inspiração para o Slipknot!  Paul Stanley era Starchild, o amante do rock’n’roll; Gene Simmons, o demônio; Peter Criss, o homem-gato e Ace Frehley, the spaceman; o viajante espacial. Eu acredito que não há muitos conceitos atrás das pinturas faciais do Kiss, eles apenas criaram os personagens e tentaram mantê-los, não possuindo argumentos tão “artísticos” assim. Mesmo assim está valendo, pois várias bandas de metal seguiram firme nessa idéia, desde as corpse paints do black metal que possuem argumentos contra as instituições até a war paint feita no rosto por bandas de viking metal (essa última, minha preferida), cheia de referências mitológicas e ideal viking.

 

Shock Rock para o Kiss era se inspirar nas  plataformas e na temática espacial já abordada no glam rock, só que de uma maneira bem mais assustadora

 

 

 

Personalidades diferentes, pinturas faciais diferentes

 

 

Sangue artificial saindo da boca de Simmons no palco 

Combichrist – Gênero: Industrial/Electro/Metal

 

Outra do gênero industrial, que na minha opinião tem um dos estilos mais singulares do gênero. Em seu visual misturam elementos rockabilly, militares, war paints, corpse paints, cybergoths,  fetichistas… definiria como os elementos estéticos tradicionais do industrial com uma levada rockabilly (esporádica). A temática musical é a mesma do industrial: terror, crítica às instituições dominantes, sexo e todo tipo de assunto polêmico. A música “God Bless”, possui uma levada irônica/assustadora: o tema da música é que Deus proteja diversos serial killers famosos nos EUA.  O vocalista, Andy LaPlegua (Ole Anders Olsen) é da Noruega e também gosta de um “shock rock” com “sangue” no palco.

 

 

Combichrist e suas performances “sangrentas”

 

 

 

War paint e corpse paint (que lembra uma caveira mexicana) no rosto de Andy LaPlegua

 

 

 

Estética industrial: militarismo

 

 

 

E o toque psychobilly da tatttoo de flames e olho, camiseta da Tura Satana (Faster, Pussycat!  Kill! Kill!), chapéu de cowboy e cinto de fivela com a bandeira dos Confederados

 

 

 

 

Rob Zombie – Gênero: Industrial/Metal/Rock

 

Rob Zombie faz questão em parecer assustador, desde garoto tem uma fascinação por filmes de terror e logo adicionaria isso em sua música, filmes, desenhos e seu próprio estilo. Zombie trabalha com o imaginário norte americano, tem uma levada de metal gótico e também de anos 70 em seu visual. A história dos serial killers lhe agrada, mas também zumbis e bruxas. Li por aí que seu próximo roteiro de cinema será baseado em  sua canção “Lords of Salem” e será um filme sobre bruxas. Vou guardar minha impressão sobre “House of 1000 Corpses” e “Halloween 2” para um próximo post, pois vale muito à pena falar mais sobre isso.  Já vi no myspace do Rob Zombie uma foto dele com o Zé do Caixão, ele admira bastante o trabalho do brasileiro.  Suas performances de palco misturam enormes monstros móveis, como caveiras e ele explora bastante as sonoridades de filmes de terror como gritos e ruídos estranhos.

 

Zombie e suas corpse paints assustadoras

 

 

Os clássicos do terror, monstros e zumbis

 

 

Caveira e bandana de caveira no rosto em performance de palco

 

 

 

Um Rob Zombie e uma Sheri Moon bem mais jovens ao lado de Zé do Caixão

 

 

Certamente faltaram várias outras bandas, mas tentei ser coesa e apenas colocar as que eu acho mais iteressantes e os gêneros musicais que mais aprecio.

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10 Comentários leave one →
  1. fevereiro 3, 2011 6:27 am

    Realmente Kiss foi um grande influenciador, principalmente no quesito da estética.
    Adoro o Rob Zombie também, mas mais pelos trabalhos no cinema do que nas músicas. Halloween foi demais. A Casa dos mil corpos também.
    Adorei saber que ele é fã do brasileiro Zé do Caixão!
    Beijos

  2. fevereiro 5, 2011 2:45 am

    Oi Helena, td bem?
    Aceito a troca de banners com certeza, seu link já tava lá, agora vou incluir o banner 🙂
    Beijos

    • fevereiro 5, 2011 10:15 am

      Oi Deze, que bom! Já coloquei seu banner aqui no blog e tem o link também. Beijos!

  3. fevereiro 11, 2011 1:04 am

    adorei o estilo de seu blog!vou seguir!
    Gostaria que conhecesse meu blog de arte obscura http://artegrotesca.blogspot.com
    bjs

  4. fevereiro 12, 2011 1:43 am

    Ola Helena!! Valeu pela visita ao meu blog! Tbm adorei seu blog, bem, alternativo e com bastante conteúdo.
    Topo fazer parceria sim! O seu banner está fácil de pegar.
    Em relação ao meu, se quiser me mande um e-mail para denise.fernandes4@yahoo.com.br, que eu respondo com o código do banner.

    Até mais! E obrigada!

  5. fevereiro 12, 2011 4:05 pm

    Calma Helena!
    Ainda vou ler todas as 3 postagens do grotesco com calma.
    Tô passando pra dizer que tem selinho pra vc! Espero que goste.
    http://diva-alternativa.blogspot.com/2011/02/selo-de-qualidade.html

  6. março 6, 2011 9:57 pm

    Voltei como prometido acima =)
    Bom, eu nunca fui fã do KISS, embora tenha umas 10 músicas deles que eu adoro. Acho legal toda essa imagem criada por eles e imagine, eles devem ter causado horrores na época. Se eles fossem menos sexistas acho que eu gostava mais deles…
    Combichrist eu nunca ouvi, mas o visual deles é bem original.
    Já Rob Zombie… ah esse eu a-do-ro! Filhinho do Alice, adoro os filmes dele, enfim…sou suspeita pra falar bem 😉

  7. março 9, 2011 11:45 pm

    Sana, eu gosto mais do estilo do Kiss do que da música. Já gostei muito do Kiss, hoje nem tanto. Mas Combichrist eu gosto muito, ouça e depois me diga o que achou. Estou em uma fase bem Industrial, deu para notar né?! E eu adoro Rob Zombie também, os filmes, a banda, as performances… acho inclusive muito melhor que na época do White Zombie.

  8. novembro 13, 2013 3:09 am

    Sua arte é fantástica! vc realmente entende a cultura gótica que cultuamos.

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