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A real história dos skinheads

maio 22, 2011


Você diz que é porque nós estamos incontroláveis/Você nos odeia porque temos a nossa dignidade/Há uma diferença entre nós dois/
É um senso de moralidade e que corrompe/Estamos juntos tão orgulhosos e fortes/Este é um lugar onde nós pertencemos/
Temos amigos leais/Nós mantemos a nossa cabeça erguida/Nós vamos ficar juntos, você e eu/Não precisa de armas ou de drogas nas nossas ruas/
Só um lugar para ir e as botas nos pés/Jovem skinhead eles te chamam hooligan/Só porque você não faz nenhum sentido para eles/
Você é um homem trabalhador, que paga suas dívidas/Mas eles ainda te chamam de racista no noticiário da noite (…)
(Tradução livre de “Never Alone” da banda Dropkick Murphys)



Não há calçado tão icônico quanto o coturno. Peça que demonstrava a origem operária dos skinheads, foi ela que acabou calçando punks e outras correntes dentro do rock. Mas o coturno será sempre skinhead e punk em sua essência. Atualmente a mídia ainda distorce o real significado do termo skinhead.


Coturnos usados por skins e street punks e na última imagem o célebre Dr Martens ou Doc Martens (como o chamam), marca idolatrada pelos primeiros skins.


Na verdade, essa subcultura originou-se de jovens da classe operária em 1960. Chamados inicialmente dessa forma por causa do corte de cabelo,  seu estilo foi uma influência dos mods britânicos e dos rude boys jamaicanos que imigraram para Inglaterra nesse período, trazendo seu estilo de vida, roupas e sua música.  Os mods eram os jovens de classe média, apaixonados por tudo que era moderno, vestiam ternos ajustados, parkas (influência do militarismo) e andavam de Labretta. O símbolo mod foi inspirado na Força Aérea Britãnica. Os hard mods foram a versão mais crua dos mods, mais endurecidos pela pobreza e de origem proletária, que acabaram gerando os skinheads. Os rude boys eram jovens jamaicanos, muitas vezes vistos como delinquentes, nos anos 60.  Usavam chapéus, suspensórios e calças inspirados nos filmes de gângster  norte-americanos.

Estilo dos rude boys e mods


O estilo skin inclui coturnos/botas, suspensórios, a ligação com futebol (que acabou gerando o hooliganismo por parte de alguns) e o hábito de beber cerveja.  A música subdivide-se em ska, sin reggae, hardcore, punk rock e street punk/oi!. É importante falar sobre dois filmes que influenciaram definitivamente essas subculturas: Quadrophenia para a subcultura Mod e Laranja Mecânica para os skinheads/punks.

Quadrophenia: O RAF, inspirado no símbolo da Força  Aérea Britânica ao fundo e o retrato da juventude mod no anos 60 por The Who

Os  skins chamam o ápice do movimento de “Espírito de 1969” ou “Spirit of 69”, eram grupos formados por brancos e negros (em sua maioria imigrantes jamaicanos), que frequentavam juntos clubes de soul e reggae e tinham em comum a cabeça raspada. 


O espírito de 69

Tattoo em homenagem a essa época: “Lembre-se de suas raízes”

O conflito entre gangues começou a ficar cada vez mais acirrado e os skinheads começaram a ser vistos como agressivos, a partir dos conflitos em estádios de futebol (hooligans). Muitos skins, baseados em Alex DeLarge no filmes Laranja Mecânica, tornaram-se mais agressivos. Além disso os skinheads começarama subdividirem-se em ideais políticos, o que acabou gerando preconceito em alguns grupos contra imigrantes asiáticos, negros e outros. O motivo disso tudo, ainda que tortuoso, era a prosperidade econômica e abertura do pós-guerra que a Inglaterra oferecia tanto aos imigrantes quanto aos cidadãos ingleses, o que fez que alguns ingleses pensassem que estrangeiros não merecessem regalias do governo,  gerando a xenofobia dos ingleses.

O visual da gangue de Alex em Laranja Mecânica foi inspirado em gangues Skinheads, influência do visual mod e rude boy. Por sua vez inspirou esteticamente muitos jovens.

Inclusive na violência de quem não soube dividir a ficção da vida real.

Jovens nazistas identificaram-se com o estilo limpo, asseado, patriota e fiel às origens operárias dos skinheads adicionando seus ideais xenófobos e racistas, dividindo negros e brancos. Estava aí o que desviou completamente a subcultura de seu projeto inicial e fez com que os skinheads fossem vistos como nazistas, ainda que  isso somente seja uma parte (diga-se de passagem desprezada pelo resto da subcultura skinhead) do movimento.  O 2 tone, a segunda geração do ska, remete ao fato de a maioria das bandas ter dois vocalistas, um branco e um negro, daí dois tons. Sua difusão foi a tentativa de reunir brancos e negros sem preconceito, como no “Espírito de 69”.

Jovem com estilo do 2 Tone

A banda “The Specials”

Dois remanescentes orginais do 2 Tone

O fato é qua atualmente há vários skinheads, esquerdistas chamados de Redskin,  Trojan (ainda com influências mod dos anos 60), S.H.A.R.P. (Skinheads contra o preconceito racial), R.A.S.H.  (skinheads comunistas e anarquistas)…  Mas popularmente as pessoas só reconhecem pela mídia os Boneheads (White Powers)  e Hammerskins, ligados ao nazismo. Então a maioria das pessoas começaram a achar que essa subcultura que unia brancos e negros em interesses comuns  é somente nazista e não é bem assim que as coisas funcionam. Ainda temos notícias desses grupos ignorantes que desrespeitam as diferenças, cometendo atos criminosos, como o caso que voltou a tona essa semana do skinhead white power que obrigou dois jovens punks a pular de um trem em movimento. Um deles teve o braço amputado e outro morreu. Esse tipo de crime deveria ser punido de maneira severa, sem chance de recorrer à justiça. Eu  repudio qualquer forma de violência e preconceito, acho que o código brasileiro de justiça deveria funcionar realmente e punir esses crimes hediondos.  Não somente isso, mas a apologia ao nazismo e preconceito na internet também deveria ser punido, no orkut e em vários sites a gente lê coisas absurdas, que só fazem lamentar o quanto a ser humano pode ser cruel e não aceitar as diferenças alheias.  O pior é que essas pessoas acham lindo serem racistas, desrespeitarem as origens dos outros, sexualidade…  Eu concordo com o 2 Pac que diz em Changes: “Ódio desenfreado traz desgraça para todas as raças”, “Aprender a nos vermos como irmãos, ao invés de dois estranhos”.  E os comentários idiotas das celebridades como John Galliano e Lars Von Trier sobre o nazismo? Confesso que toda admiração por Galliano sumiu depois de seus comentários de admiraçao ao nazismo.  Mas acredito também que a  mídia não deveria colocar toda a subcultura skinhead no mesmo saco, deixando as pessoas cada vez mais confusas.

Símbolos dos S.H.A.R.P.S. (Skinheads contra o preconceito racial)


 

Edward Norton no excelente “A outra história americana”: consequências trágicas de suas escolhas neonazistas

O street punk,  ska e rock steady ainda estão vivos tanto esteticamente quanto musicalmente, em referências pop como No Doubt nos anos 90, a heroína de quadrinhos Tank Girl e bandas como Dropkick Murphys e Rancid.

Skinhead, street punk e rockabilly, imagem do Flickr

Mais sobre a história do movimento:

SHARP Brasil

Crop nº 1

47 Comentários
  1. maio 22, 2011 6:56 pm

    Ótimo post! De fato um tema polémico, que você tratou muito bem. Boas lembranças do Quadrophenia que você me deu, gostaria de reve-lo com você qualquer dia desses…

    A associação desta cultura a correntes neo-nacional-socialistas é no mínimo irresponsável pela mídia (isso me lembra o ultimo Rock in Rio, quando se referiam aos grupos que se apresentaram como “rock pauleira”). De fato, o que deve ser relevado neste movimento são justamente as correntes contra o nazismo. Dar valor as suas origens e ser patriota não pode ser confundido com o nacional-socialismo. Tão como os que estudam a Segunda Grande Guerra, o nazismo e as demais correntes ideolgicas não podem ser colocados no mesmo saco.

    Os comentários de celebridades sobre o nazismo – que ao meu ver são completamente levianas, feitas para se fazer apenas furdunço na mídia – acabam por banalizar a questão, que deve ser tratada com mais responsabilidade pela sociedade. Acabo por lembrar do filme Die Welt que vi com você…

    Continue escrevendo!

  2. junho 2, 2011 4:31 pm

    Laranja Mecâninca é um bom filme para ressaltar isso.
    A maioria das associações aos skinheads é justamente a agressividade.Não sabia que os nazistas que “distorceram” a idéia inicial dos skinheads, nunca tinha lido sobre a história dessa “tribo”.
    òtimo post!
    bjs

  3. junho 18, 2011 7:18 am

    Muito bom o post Helena!🙂
    Não conhecia muito sobre os skinheads até ano passado. Minha visão era meio distorcida, já que era mais baseada na mídia. Ano passado li um livro, chamado A filosofia do Punk, em em alguns capítulos fala sobre os Skinheads, e as diferenças com o punk, apesar de não se aprofundar muito nos skinheads, deu pra ter uma noção de que aquela visão que eu tinha não era completa, tnato dos punks, como dos skinheads. E seu post me abriu mais a cabeça ainda.
    Há alguns anos vi um filme chamado Skinheads, a força branca com o Russel Crowe, que acho que continibuiu ainda mais para a minha visão limitada do assunto. Não lembro muita coisa do filme, mas lembro que não gostei nem um pouco, achei muito violento na época.
    Laranja Mecânica eu nunca vi também, me disseram que é meio violento também, mas ainda quero ver pra tirar minhas conclusões.
    beijos

    • julho 20, 2011 10:25 pm

      Legal que meu post tenha ajudado a conhecer mais sobre skins, vou ver se publico mais sobre punk também. Eu não li esse livro também. O que eu gosto em você é que você sempre tem indicaçãoes boas de livros e filmes, anoto todas!!! Eu não cheguei a ver esse filme do Russel Crowe, vou ver se tem na locadora para ver. No geral filmes sobre skins para o grande público distorcem muito o termo. A maioria do que eu aprendi sobre skinheads foi há uns seis anos no segundo blog que passei, o Crop nº1. O blog é de um cara de Portugal, tem artigos e indicações muito boas. No primeiro, SHARP tem até um documentário sobre skins. Bom! Laranja Mecânica é realmente violento, às vezes fico imaginando o impacto disso na época.

  4. junho 27, 2011 9:51 am

    Oi Helena!
    Vim aqui só dizer que depois desse post, fiquei curiosa em ver Laranja Mecânica, e assisti!
    Não vou falar que amei o filme, pois estaria mentindo. Eu não sou muito chegada em histórias muito distópicas a principio, mas apesar de não ser meu estilo de filem favorito, o filme despertou alguns sentimentos e reflexões.
    Ia ser muito bom ter uma resenha dele aqui pra gente refletir melhor, e você é ótima nisso🙂
    Beijos

    • julho 20, 2011 10:18 pm

      Legal Deze! Quando eu estiver um pouco mais folgada com o trabalho vou ver se pego o filme de novo e aí escrevo um post sobre ele. Obrigada pelo elogio. Beijos!

  5. fabio tadeu da costa permalink
    julho 8, 2011 2:38 am

    sharp na veia,punk na veia,vai corinthians,oioi!!!

  6. julho 19, 2011 5:51 pm

    Eu sei pouco sobre skinheads, nunca fui muito de ir atrás do tema embora ele muitas vezes tenha aparecido em minhas pesquisas. Muito bom ler isso aqui! Agora estou ciente da história.
    Uma pena o termo “skinhead” ser tão mal interpretado hoje em dia, especialmente entre jovens intolerantes e alienados, ainda mais, quando vc diz no texto que brancos e negros frequentavam os mesmos lugares. Querendo ou não, a Europa é skinhead em relação à nós, latinos que migram pra lá, acham que roubamos os empregos deles, mas na verdade os trabalhos que os latinos desempenham na Europa, são trabalhos que os Europeus não querem fazer, trabalhos que lhes são vergonha…
    Quanto ao Galliano, foi um momento infeliz da vida pessoal dele, ele foi hostilizado por ser gay mas acabou revelando toda sua ignorância, afinal, se Galliano estivesse vivido na era Hitler, ele certamente seria uma das vítmas do fürer. Continuo admirando o talento dele apesar de tudo, é um talento anormal! O que ele faz é arte. Uma pena ele ser tão ignorante. =/
    Bjs!!

    • julho 20, 2011 10:14 pm

      Sana, você sempre com uma opinião inteligente sobre os posts. Realmente, concordo com você, os europeus rejeitam os trabalhos que para eles são uma vergonha e ainda culpam os latinos de roubarem seus trabalhos. Nessas horas me orgulho da comunidade latina nos Estados Unidos, souberam impor sua cultura e seu trabalho em vários locais dos EUA. Eu acho que o medo dos europeus é exatamente isso, medo da imposição de uma cultura, uma etnia diferente da deles. Também acho Galliano gênio, por isso fiquei decepcionada com ele.

  7. Pedro Candido Brandão permalink
    julho 20, 2011 5:04 pm

    Realmente hje eu aprendi o que é ser un skin e pelo que vi a varias ideias de como surgiu esse subgrupo na sociedade. Eu imaginava que todo os skin eram preconceituosos e racistas mais não.
    Foi bastante aproveitoso para mim ter lido esse artigo e outros.

    • julho 20, 2011 9:57 pm

      Que bom Pedro, fico feliz que tenha gostado. Informação sempre é bom. Obrigada pela visita, espero você aqui mais vezes.

  8. julho 20, 2011 6:20 pm

    Oi Helena^^
    Gostaria de lhe dar os parabens por este otimo siteeee (ou blog?)NAO SEI SO SEI QUE ESTAVA PROCURANDO SOBRE MUSIKAS, ESTILOS E AHCEI TUDO,TUDO AQUI!
    Vc parece ser bem legal e ienteressante Helena.
    Eu sempre gosteii daquele estilo, gotico, industrial militar,nao sei dizer ao certo(vou ler o topico inteiro certinho eheh) e achei tudo aqui!E agora sobre skinhead! É mta cultura, e inteligencia aqui.Vo parar de ser ignorante lendo seus topicos.
    Eu vneho querendo ir em bladas goticas e tal, tem tipico aqui falando?^^moro em sp,nao eh difcil achar uma^^o ruim é que nao conheço mta gente:/
    Agradeço IMENSAMENTE todas as informaçoes colocadas aqui =D

    • julho 20, 2011 10:03 pm

      Muito feliz de ler seu comentário. Obrigada! Lendo comentários como esse ganho novo incentivo para escrever. Espero que você continue visitando o blog e opinado sobre o que escrevo. Fico feliz que esteja te ajudando a conhecer mais sobre as subculturas e culturas. Obrigada você pelo comentário, espero que o que escrevo seja sempre proveitoso para sua vida. Beijos!

      • julho 21, 2011 1:05 am

        O blog está indo muito bem mesmo, tenho acompanhado ele desde o começo, e ele só melhora. E com este post, ele ainda assume um serviço de utilidade pública ao desmistificar várias noções e lugares comum que se tem com as culturas pino e skinhead. acho que um post sobre o Laranja Mecânica cairia muito bem agora.

        Beijos amor! Continue escrevendo!

    • julho 28, 2011 5:38 pm

      Muito boa reportagem Raphael, obrigada! :*

  9. Mardel permalink
    novembro 5, 2011 5:08 pm

    Quero agradecer pelo esclarecimento.
    Tenho que admitir que fui, por um bom tempo, um ignorante. Por acreditar apenas no que se lia nos jornais, revistas de circulação. Tenho como gênero o Punk e muitas vezes tivemos vários problemas com os “skinheads” pois achávamos que eram pessoas preconceituosas, racistas, oriundas no nazismo.
    Quero pedir muitas desculpas e me sinto envergonhado, mas graças a Deus posso pedir perdão pelo que eu dizia.

    • novembro 5, 2011 8:49 pm

      Mardel, a mídia manipula as informações o tempo inteiro. Fica difícil acreditar em qual é a verdade. Mas acredito que todos nós já passamos pela fase de considerar todos skinheads como nazistas. Ainda bem que há hoje essa troca de informações que a internet possibilita e aí podemos ser mais informados. Mas é isso Mardel, o punk precisa de pessoas como você, que correm atrás das informações. O punk é o gênero mais rico em mistura de influências e grupos. Há espaço e respeito para todos. Abraço!

  10. lukka permalink
    janeiro 26, 2012 3:28 pm

    parabéns tudo oq tu falou certinho
    por um minuto parece q voltei no tempo
    oi oi oi oi oi oi oi oi !!!

  11. Raimundo "Sangue Ruim" Ferreira permalink
    abril 26, 2012 2:12 pm

    Sou Careca (em atividade), sou negro, filho de pai nordestino e mãe paulistana….tenho muito orgulho de todas as minhas raízes….dos Carecas do Subúrbio de São Paulo, aos Jamaicanos radicados em Londres!!

    Parabéns a Helena (La Belle Femme) pelo belo trabalho….parabéns ao rapaz (Mardel) por admitir a pré avaliação. Nesse novo mundo de tanta informação, a responsabilidade com as palavras deve ser redobrada e o cuidado com as crenças, posições políticas, e posturas alheias devem ser tomados mesmo quando sentimos aversão às mesmas!

    Vida Longa aos Skinheads e Vida Longa aos Carecas do Subúrbio!

    • maio 3, 2012 10:06 pm

      Olá Raimundo! Você é a prova viva do skinhead como resistência e orgulho às suas origens. E obrigada pelo elogio! Também concordo que devemos tomar cuidado com as crenças, posturas e informações distorcidas. Apesar de vivermos na era da informação, as pessoas não a aproveitam de maneira devida e acabam por escolher se manter parcialmente informadas ou totalmente ignorantes sobre a origem do skinhead. Abraço!

  12. marcelo evaneo de sousa permalink
    maio 25, 2012 2:52 pm

    sem os RUDE BOY nao haveria movimento, VIDA LONGA AOS RUDE BOYS E AOS REAL SKINHEAD,WHITE POWER FUCK”all

    • maio 27, 2012 8:14 pm

      Concordo. White power é um desvio do movimento. Remember the spirit of 69.

  13. Brunno permalink
    junho 12, 2012 2:37 am

    Helena gostei mt do seu sit vc mostro o verdadeiro lado dos Skinheads e White power nao e Skinhead pra mim isso e covardia e a midia trata todos os Skinheads como White power. Oi,Oi S.H.A.R.P

    • junho 12, 2012 9:35 pm

      Que bom Brunno! Concordo com você. Beijos!

  14. leonardo permalink
    junho 26, 2012 6:13 pm

    Massa demais em ,show mesmo vida longa , fico feliz que ainda existe pessoas como vc , viva o mundo sem preconceitos ,brancos e negros unidos pelos mesmos ideais e contra o racismo e o nazismo, ……tenho certeza que vc é uma gata muito interessante meu numero rsrssr bjão continue assim sempre .

  15. leonardo permalink
    junho 26, 2012 6:19 pm

    este que comentou ai com 88 é um nazi covarde ……este número é um código para HH por ser h a oitava letra do alfabeto ,significa 88= heil hitler ……..apaga esse coment dele morte a todos os nazistas……..

    • julho 16, 2012 10:38 pm

      Já apaguei, Leonardo. realmente, a ignorância não tem limites. E obrigada pelo elogio e por gostar do que escrevi.Volte sempre. Beijos!

  16. janeiro 22, 2013 4:21 am

    Oi!

    Você esqueceu de dizer, que no Brasil, além dos WP distorcerem essa cultura de rua, existe tbm os Carecas, que apesar de usarem o mesmo visual, decidiram por aderir ao Nacionalismo Extremo e ao Integralismo, além de praticar crimes de Xenofobia e Homofobia, o que contradiz o espirito de respeito e fraternidade operária, do Skinhead original.

    • fevereiro 24, 2013 2:08 pm

      Danilo, ainda pretendo falar sobre as divisões dos Carecas do ABC e também dos wp do sul, que diferem em intelecto, poder econômico e origens, mas que distorcem o skinhead original. Pretendo fazer um post somente sobre isso, não esqueci de escrever no post. Tenho que dividir as postagens, caso contrário elas ficam muito grandes. Acho esse esclarecimento importante. Obrigada pela sua contribuição.🙂

  17. Mir permalink
    janeiro 25, 2013 5:45 pm

    Pouca gente sabe dessa história. isso deveria ser mto mais divulgado do que é. Pessoas que considero inteligentissimas e bem informadas, quando toco no assunto até discutem e acham que eu estou errado. O movimento skinhead, assim como o mod, ou o suedehead era para ser uma cultura (ou sub-cultura, como queiram). A história, os costumes, as musicas, enfim… A riqueza dos detalhes é o que me encanta. A falta de informação, aliado a falta de querer informação (tanto por falta de quem fornece, quanto por falta de quem consome) é o que me assusta.
    Helena, permita-me tomar a liberdade de dar dicas de outros filmes tão bons quanto os que vc deu: o meu preferido é o filme THIS IS ENGLAND, de Shane Meadows, ao longo do filme vcs percebem que os idiotas que transformaram o termo ‘skinhead’ em sinônimo de ‘idiotice primitiva’ são apenas uma parte do movimento. A pior parte, lógico. E que a maioria dos skins são gente trabalhadora (apesar da pouca perspectiva que têm) e que curte beber cerveja e escutar reggae e punk… O filme é tão legal, que ganhou um spin off, chamado This is England 86′, que é uma série de 4 episódios que conta a transição da mesma galera para a cena mod revival, que aconteceu na época. E finalmente, pra vcs verem… O spin off é tão legal, que ganhou duas continuações, o THIS IS ENGLAND 88′, de 3 episódios, e o ainda não filmado THIS IS ENGLAND 90′, que terá como pano de fundo a copa de 90 e o começo da cena rave.
    Como curiosidade, This is England é o nome de uma música de uma das minhas bandas favoritas, o Clash!
    Recomendo fortemente!
    Grande beijo e continue trazendo informação pra galera!

    • fevereiro 24, 2013 2:15 pm

      Concordo com tudo que você disse Mir. Obrigada pelo número de informações, contribuiu muito para o enriquecimento do post. Vou ver o This is England e as continuações em forma de série que você recomendou. Obrigada pelo comentário, beijos!

  18. kauan 32 permalink
    fevereiro 20, 2013 2:42 am

    helena muito obrigado por fazer este post
    Oi!oi! CARECAS
    hehehe!

  19. Filipe permalink
    março 24, 2013 12:05 am

    Olá a toda a gente! Boa noite e bom fim de semana! Eu já passei pelo mundo do punk, do oi e até metla, vi muito concertos , principalmente de punk-rock aqui na cidade do Porto, vi os Renegados do Boliqueime, Motornoise, Mancha Negra, Exploited , Garotos Podres, Dead Kennedys, etc, algumas daqui da cidade de onde vivo , outras estrangeiras, e nessa altura usava o cabelo rapado, ou curto, por vezes espetado e tanto usava casaco à motard como o celebre bomber, juntamente com calças arregaçadas, com dobras ou não, e as tais botas militares. que tanto podiam ser da tropa regular, doc martens com biqueira de aço, ou mesmo as rangers que cheguei a usar, t-shirts de bandas punk, como sex pistols . clash ou ramones….e já estava pronto para a festa!!! Mas, hoje em dia as pessoas , o público em geral vê umas botas calçadas ou mesmo um bomber e cabelo cortado à máquina e diz logo aquele deve ser fascista ou nazi, acho que está errado julgar as pessoas pela aparência…..já estive numa ocupa, sei o que é ser punk na rua, pedir esmola para beber e comer, alimentar cães, as necessidades básicas, mas muita gente confunde punk com mendicidade, aprendi muito com esses tipos, mas tb disse para mim, não tornaria a juntar-me na rua para mendigar ou mesmo beber na rua, porque as pessoas sempre criticaram negativamente quem era punk, infelizmente, mas desordeiros à em todo o lado…..quanto aos skinheadas, aqui em Portugal estão mesmo associados à extrema-direita, ser skin aqui é ser racista, mesmo quando não se é….mesmo pessoas que conheçi dos 2 lados, os anti-fas e freaks , de artes em geral dizem mesmo que uma pessoa de cabelo curto , botas e bomber é nazi, na ideia deles, na outra fação oposta, se uma pessoa convive normalmente com um amigo punk ou anti-fa é apelidado de bloquista, extrema-esquerda ou mesmo freak…. venha o diabo e escolha entre estas malditas tribos urbanas, toda a gente coloca rótulos e juízos de valor nos outros quando não conheçe e não quer conheçer os outros e os porquês de ser assim…. eu não coloco em mim um rótulo, sou skin, ou sou punk, sou aquilo que sou, e visto aquilo que gosto, e ouço a música que gosto, independentemente do estilo musical, tenho as minhas ideias, não gosto de certos extremismos….Gosto do visual skin e punk….mas tento fazer o meu estilo própio, porque detesto modas! Aqui na cidade o espirito Oi esteve presente num festival no dia 1 de novembro de 2012 no Hard-Club na cidade do Porto, foi bom assistir a esse concerto, inúmeras bandas, e ver amigos conheçidos….estava-se bem lá…. bandas Oi, não haviam ou estavam escondidas, devido ao Oi em Portugal e certa parte de Espanha ser associado a fascismo e nazismo, enfim, tb as bandas inglesas , françesas colocavam a bandeira nacional nos concertos deles, aqui é considerado como já disse, fascista, enfim, , tivemos bandas punk e temos como os Censurados e Mata-ratos, está última street-punk, que foi apelidada de racista, quano não o é, a verdadeira banda RAC, portuguesa Guarda de Ferro, apesar de nacionalista creio que não pode ser acusada de racismo ou mesmo nazismo….mas cada qual ouve aquilo que gosta, e faz aquilo que quer, desde que não prejudique ninguém….por isso temos aqui liberdade de expressão….Hoje em dia detesto mesmo aquelas pessoas armadas em pintas, só porque andam em artes , são mais especiais que os outros e por tomarem drogas se julgam melhores, mas não o são, a droga é o mal da nossa sociedade….Obrigado.

    • abril 26, 2013 9:42 pm

      Olá Filipe! Um comentário de Portugal, que bom! Concordo com quase tudo que você disse. Mais importante não é se prender à rótulos mas viver o movimento punk ou qualquer outro com o qual estejamos envolvidos. Você tem que usar e ouvir o que gosta, não se encaixar em estereótipos tolos, exigidos pelos frequentadores de determinado grupo. A aparência é o que menos importa, ainda mais levando em consideração que muitos só se fixam nisso. Afinal, acima do que acreditamos está o ser humano. Quanto à liberdade de expressão, acho válida, desde que não prejudique os outros ou faça apologia à agressão de minorias. Gostei muito de ler seu comentário, foi uma grande contribuição. Obrigada!🙂

  20. abril 26, 2013 11:11 pm

    Olá amiga Helena! Tudo bem? Sim, quis dar um comentário mais pessoal, da minha experiência passada no punk aqui no Porto, em Portugal. Obrigada pela tua opinião, aceito-a de bom grado….sim o mais importante não se é prender a rótulos….sem dúvida, usar e ouvir aquilo que gosto….. sim por vezes são estereótipos tolos……creio que a aparência é o que menos importa…..o ser humano é o mais importante sem dúvida, a essência da pessoa, não o exterior a aparência….sim para que possa existir liberdade de expressão temos de viver em democracia, mas aqui em Portugal, democracia é coisa passada….vivemos a mando de um governo estrangeiro, a mando da troika…. Fico contente que tenhas gostado de ler o meu comentário, creio que nessa noite estava um pouco irritado, e queria mesmo escrever para desabafar o que me ia na alma. De nada, amiga Helena! Beijinhos :-*

    • abril 29, 2013 10:06 pm

      Oi! Tudo bem Filipe? Pode contar suas experiências e desabafar também, aqui é um espaço de valoriza a liberdade de expressão. É bom compartilhar experiências. Cada vez mais a democracia se perde, no mando de líderes autoritários. Por isso a necessidade de pessoas que pensam, exigem seus direitos e protestam. Beijos!

      • Filipe permalink
        abril 30, 2013 3:13 pm

        Oi Helena! Está tudo bem, obrigada e como tens passado? Fico feliz em saber isso, para mim é bom poder contar as minhas experiências e desabafar um pouco…..Estou de acordo contigo, é sempre bom partilhar experiências. Bem verdade, cada vez mais a democracia se perde….hoje em dia a necessidade de ter voz activa, e pensamento própio, tentar exigir os nossos direitos e protestar pois creio que a internet é o melhor meio para isso, pois chega a milhões de pessoas de todo o mundo. Beijos tb para ti querida amiga Helena!

  21. Fábio Feitosa permalink
    agosto 18, 2013 2:24 am

    Não sejam infantis, o movimento SKIN é tudo fascista… Moro na Zona Leste/SP, conheço bem o movimento… Viva a realidade atual, passado é passado… Cola na Augusta e aí vocês vão ver que o bicho pega, tiw…É careca do suburbio, sharp, street em geral que gosta de punk outros não, dá um tempinho aí o pau come: tiro, faca, soco inglês, uns taquinhos de basebol, até uma espada já rolou em treta que eu estava presente… É melhor discutir a realidade…. Movimento 77 não existe… curtam apenas o som, falar de movimento sem estar nele, não sejam pesquisadores de internet, façam uma pesquisa de campo… É só um alerta pra não ter mais mortes…

    • novembro 10, 2013 1:08 pm

      Eu não escrevi este post no contexto local, paulista. Porque você não faz uma pesquisa de campo, em São Paulo? Mesmo se você fizer uma pesquisa de campo, você ainda não vai estar no movimento.

      • novembro 10, 2013 5:13 pm

        Existe sim várias culturas musicalmente… A música envolve principalmente política… Nós estamos falando de política!!! Falar que bandas skins realmente não são 88… kkk…Não esquece que estamos no Brasil… Lugar que para os países ricos só tem baratas… Aqui voce acha que é branca e curti um som… Lá vc é só mais lixo de brasileiro… Se amam o país, amem a sua cultura: o futebol, praias (menos axé, forró eletronico. Um pouco de alienação também não mata! Movimento skins é nada mais que uma cultura importada para o nosso país… E, mais, não existe skin bonzinho! Todos nós temos raiva… Já fui skin e não sou mais…já fui Careca do Subúrbio, já fui Street. . A pesquisa de campo que tu falas, já colei no Retrô (se fosse do seu tempo), Tendal, Madame, Led, Alternative, na Torre Dr. 0, tantas baladas góticas, eletronicas, alternativas que vc nem imagina. Gostaria que fosse da maneira que vc relata no blog, na minha opinião? Não É!!! Filipe é português é outra pegada… já o Raimundo eu entendo o lado dele, o tempo passa e a maneira de encarar o mundo também… Raimundo manda um Abraço pro Carlão. Obrigado pelo espaço…

  22. novembro 10, 2013 8:28 pm

    Fábio, você está chovendo no molhado falando coisas que já sei. E eu não acho que sou branca. Acho bem preconceituoso esse teu comentário, está óbvio que lá fora o que conta não é a cor da pele como no Brasil mas a origem. E não é a cor da pele que define minhas preferências políticas ou culturais. Todas as contraculturas e subculturas do Brasil são importadas, não só o skin, mas o punk, o gótico e outras. Vê o Roger Miret do meio street punk que tem pele clara, é cubano e tem tatuado 100% latino. Tem muito orgulho de suas origens e é assim que deve ser. Você está julgando meu conhecimento e vivência política através de um post sem ao menos saber minhas preferências políticas ou mesmo me conhecer. E outra, só porque sou brasileira tenho que gostar de samba, futebol e praia? Repense seu comentário, você está sendo preconceituoso. Gosto de punk assim como gosto de Jair Rodrigues e para mim tudo é válido culturalmente. Você tem tua opinião e eu tenho a minha. Não vale deixar o movimento que você acha violento se sua cabeça não muda e você continua preconceituoso.

  23. novembro 11, 2013 3:11 am

    BLÁ, BLÁ BLÁ…Você comenta no seu Blog uma enorme Utopia. Jamais esse “real movimento skinhead” vai voltar, nunca existiu, Não acredite em que pregam! O Comunismo se fizermos uma análise simples, é lindo, maravilhoso, quem não gostaria de viver em uma sociedade plena, igualitária,mas o homem em sua total soberba, corrompido, escraviza o povo. O movimento skin tem um início muito “bonitinho” ( a classe operária organizada, jovens raspam a cabeça e usam cuturnos, protestam com uma enorme indignação dos seus líderes, um grande grito de revolta no ar), muito parecido com o que acabei de comentar. Enquanto preconceituoso em meu comentário … JAMAIS! NUNCA! Apenas descrevi o que é realidade, Tu corres atrás de um falso orgulho! Tenha o verdadeiro orgulho do nosso país através de sua vasta fauna/flora, das diversas riquezas culturais e da nossa grande cor miscigenada, seria isso que deveríamos dialogar. Desculpe-me por achar que estaria te julgando, mas tudo que gira em torno de nossas vidas é simplesmente a política, não tem como falar do movimento sem esse tema,e tem uma diferença muito grande em ouvir umas musiquinhas e ter um visualsinho…Recordar, saudosismo barato ..kkkkkkk… Será que eu a magoei? Sou direto, claro: MOVIMENTO SKIN NÃO É BONITINHO! O MOVIMENTO SKIN NO BRASIL É ANAUÊ!!! OI!OI!OI!OI!OI!

    • novembro 11, 2013 9:06 am

      Fabio não dá para dialogar com você porque você não me conhece mas já sabe tudo sobre mim. Você fala como se só eu fosse brasileira e você não, fala como se fosse um estrangeiro em seu próprio país. Guarde sua opinião para você. Se você não concorda comigo, o que está fazendo no meu blog? Fala que o movimento skin no brasil é Integralista mas você pelo visto é extrema direita. Vai respeitar os outros antes de expor suas opiniões.

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