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Lisbeth Salander sabe o que faz

fevereiro 29, 2012

Os rapazes que frequentam meu blog me perdoem, mas se há uma convicção que alcancei até hoje na vivência entre homens e mulheres, é que é muito mais fácil ser homem que ser mulher.  Como diria Madonna, se uma menina resolve se vestir como homem, tudo bem, mas se um menino resolve se vestir como mulher é degradante. Porque ser mulher é degradante! No caso de Lisbeth Salander, se ela se vestir como um rapaz, não está tudo bem não. Porque Lisbeth é uma mulher resolvida, embora um”pouco” problemática para a sociedade que não entende muito seu estilo e muito menos suas atitudes.

Eu assisti a versão de David Fincher (que aliás é um dos meus diretores preferidos) de “Os homens que não amavam as mulheres” e fiquei bastante decepcionada com sua versão “estou me vendendo para o oscar”. Tomei conhecimento da série Millenium de Stieg Larsson em uma revista e não havia me interessado em ler ou assistir o filme até saber mais através do Culture Freake, blog da Deze. Fiquei fascinada por Lisbeth Salander e achei o filme sueco de Niels Arden Oplev muito superior à versão de David Fincher. Não deu para entender porque ele fez essa versão para o livro, se já havia outra muito recente.  A atriz Noomi Rapace possui uma interpretação mais convincente que Rooney Mara, que parece saída de um desfile de moda (o estilo alternativo e comportamento dela passaram batidos, falta atitude na atriz). Já Daniel Craig não faz feio na sua versão de Mikael Blomkvist. O sueco Michael Nyqvist também convence no mesmo papel. Para quem ainda não viu o filme, dê preferência ao de Niels Arden Oplev que é bem melhor, não vou contar sobre o que ocorre no filme em relação às mulheres (para não estragar a surpresa de quem ainda não viu), mas o título é bem explícito quanto seu conteúdo.  Achei que o filme traz uma boa reflexão sobre a velha e recorrente causa  da luta em prol do respeito às mulheres. E o melhor, só quem é esperto perceberá em curso esse tema, mas bem diferente das chatices que estamos acostumados. A história de Lisbeth coaduna muito bem com toda a história contada na narrativa. Uma das cenas que mais senti falta no de David Fincher, foi a cena do metrô em que Lisbeth sofre uma agressão por um grupo de rapazes. No filme de Fincher é a agressão vira um roubo, mas no filme sueco está claro o preconceito dos rapazes em relação às suas roupas. Lisbeth para mim é uma heroína feminista punk, isso sem saber que é feminista.

Lisbeth: Atitudes drásticas em um mundo dominado pelos homens.

Afinal qual mulher jamais se sentiu assim? Ridicularizada por ter um gosto diferente da maioria, assediada por usar algo mais sensual? Pouco importa, se você é mulher vão reparar em você de uma maneira ou outra, para o bem ou para o mal.

E se por um acaso você fizer essa pergunta em um momento de desespero:

Veja “Pequena Miss Sunshine” e lembre-se da Olive.

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5 Comentários leave one →
  1. fevereiro 29, 2012 2:54 am

    Sem comentários, post perfeito! =D
    É difícil ser mulher e creio que os homens nunca entenderão isso por mais que tentem. Fora a misoginia… vejo por aí todos os dias em atitudes veladas. Lisbeth: nossa heroína punk, hehe!

  2. março 15, 2012 12:05 am

    Vejo que as postagens voltaram!

    Ótimo!

    Sobre o assunto… Sabido é que o que se denomina geralmente por “machismo” (opressão feminina; detrimento desta, com relação ao gênero masculino) não está apenas presente entre os homens…
    Além disso, é importante a reflexão e a discussão (com o mínimo de preconceito possível, entre ambos os gêneros) para que o movimento denominado geralmente de “feminismo” (cujo objetivo seria direitos equânimes para ambos os gêneros), não se torne – ou seja interpretado como – apenas um “machismo às avessas”.

    Apesar de tudo, os gêneros não são equânimes, e isso é evidência… Falamos em “direitos iguais”, mas levando-se em consideração as peculiaridades de cada gênero. Homens e mulheres, de fato, não são iguais (realmente, nem dois indivíduos quaisquer – independente de gênero), mas a opressão não deve ser aceita nem de um lado, nem de outro (ampliando esta linha de raciocínio não apenas para gênero, como para etnia, orientação sexual, filosofia religiosa, etc…).

    “Simplesmente a misoginia não pode ser respondida com apandria…”
    J.T.

    t+

  3. Áurea Rodrigues permalink
    junho 15, 2012 3:16 pm

    Estou à procura do último filme da saga Millenium,Millenium A Rainha do Castelo de Ar ,vi os dois anteriores A menina que Brincava com Fogo e Os Homens que não amavam as mulheres,Achei os dois perfeitos. Vi a versão americana os 25 minutos de filme me fizeram desistir de ir até o final, sem dúvidas o suecos tanto A menina que Brincava com Fogo e Os Homens que não amavam as mulheres achei FANTÁSTICO!!
    Parabéns pelo texto.

    • julho 16, 2012 10:51 pm

      Áurea, vi “A menina que brincava com o fogo” e também achei ótimo. A versão sueca é bem mais inteligente, nós entramos na história e começamos a torcer pela Lisbeth. Pior que é a versão americana que vai ficar conhecida, já que poucos viram as versões suecas que são ótimas! Também quero ver “A Rainha do castelo de Ar”. Obrigada Áurea. Beijos!

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