Skip to content

Utilização do termo whore no universo alternativo

janeiro 12, 2014

“Você me ama por tudo aquilo que você me odeia!”

(Maria Brink)

 In-This-Moment-Whore

 Whore pode ser traduzido como prostituta (e muitas vezes o termo é suavizado no Brasil quando é traduzido como vadia), durante muito tempo isso foi a expressão máxima usada para humilhar uma mulher. Até que a palavra começou a ser usada de outra maneira, em um contexto feminista. Isso confunde muito as cabeças, porque é um termo que foi revertido do contexto machista de humilhação.  Na verdade, acredito que “whore” é mulher que ousa fazer algo que não está dentro dos padrões ( fazer de sua vida o que bem entender, sem pesar ou pesando muito bem as consequências). Estou abordando isso aqui no blog porque tenho visto muito a palavra “whore” sendo  vista em um contexto positivo no mundo alternativo.

Uma variação de whore seria a palavra “bitch”(cadela) , usada para denegrir (quase sempre) uma mulher. Serve para xingar uma mulher chata ou desagradável; pode significar prostituta (como  é muito comum no rap americano).  O uso da palavra no rap é bastante polêmico, pois nem sempre tem uma conotação negativa. Depois da popularização do uso do termo pelo Jesse na série “Breaking Bad” ganhamos uma certa afeição pela palavra porque ela é oriunda das ruas, inerente ao rap . “Yo, bitch”. E ainda, pode ser usada no contexto feminista, significando uma mulher forte que pode fazer os homens (e mulheres) se sentirem ameaçados. A palavra também é usada para xingar homens, sempre em tom de brincadeira embora seja ofensivo, porque significa que o homem é submisso ou desagradável.

No contexto sociológico, uma das explicações para o termo ser tão popularizado está em vários acontecimentos, entre eles o surgimento da “Marcha das Vadias”. Em janeiro de 2011, ocorreram diversos casos de abuso sexual em mulheres na Universidade de Toronto. O policial Michael Sanguinetti fez uma observação para que “as mulheres evitassem se vestir como prostitutas/vadias (sluts, no inglês original), para não serem vítimas”. Isso provocou a reação das mulheres  que começaram a usar roupas de “vadias” para protestarem criando a Marcha das Vadias como forma de criticar a questão das mulheres não poderem se vestir como desejarem sem serem chamadas de vadias ou culpabilizadas por estupros.

A maneira como as mulheres se vestem ou tratam de sua aparência é polêmica nas diversas sociedades, visto que é uma questão sociológica e antropológica. De qualquer maneira, nenhuma mulher deve ser culpabilizada/criticada pela maneira como se veste, pela forma do seu corpo ou por suas escolhas. Isso é preconceituoso.

Mulheres

Muçulmana

Outra forma de enxergar a popularização de tais termos seria podemos entender a figura da mulher através do arquétipo da “Grande Mãe”, que apresenta uma face divina e outra terrível. Erich Neumann em a “grande Mãe” apresenta o lado bom da mulher como um simulacro de Sofia, Maria e Demeter que representam transformação positiva, renascimento e criatividade. Por outro lado, a porção terrível da mulher seria identificada com Lilith e Medusa, além de outras fortes figuras arquetípicas que identificam a mulher pelo erro e pecado.

Como Ovídio declara, Medusa era originalmente uma bela donzela, com muitos pretendentes. Ela era sacerdotiza do templo de Atena. Medusa teria cedido às investidas de Poseidon, deitando-se com ele no próprio templo de Atena. Atena enfurecida, transformou os belos cabelos de Medusa em serpentes e seu lindo rosto em uma forma horrível. Todos homens que a contemplassem virariam pedra. Perseu descreve a punição dada à Medusa como merecida e justa.

Medusa Bernini

Na literatura, como por exemplo na história de Eça de Queirós, “Os Maias”, Maria Monforte é a filha de um rico negociante de escravos açoriano, conhecida ofensivamente como “negreira”. Na história ela é uma mulher muito bonita que choca a sociedade com suas “toilettes” excessivas e teatrais. Outro personagem da história,  Afonso da Maia (pai de seu marido), chama Maria  Monforte  de prostituta. Maria Monforte, uma mulher dominadora, consegue que aquelas mulheres invejosas de sua beleza e seus vestidos,  que a chamavam “negreira” por ser filha de negociante de escravos, venham em seu palacete e a considerem amiga. A personagem rompe seu casamento nobre que a fez ser aceita na sociedade em troca de uma vida errante e imprevisível.   Maria Monforte foge com Tancredo, o amante para a Itália, levando também a sua filha. Tancredo era anteriormente um estranho que seu marido Pedro feriu acidentalmente e recolheu em sua casa. Seu marido, Pedro não aguenta tal desilusão, comete suicídio. Como não poderia deixar de ser, Maria de Monforte terá que carregar o peso na consciência da morte do marido pelo ocorrido. A punição por ter feito o que fez. Ela paga o preço de sua ação, tal como Medusa em Ovídio. A beleza gera traição.

Maria de Monforte, interpretada por Simone Spoladore na série exibida na televisão.

Maria de Monforte2

Maria de Monforte, talvez tenha extendido seu domínio indiretamente na criação de diálogos interessantes sobre os estereótipos que dominam a imagem da mulher contemporânea, entre elas o estereótipo “whore/ bitch/slut”. Como Meredith Brooks diria em sua música “Bitch”, em uma mulher (real), há espaço para várias personalidades em uma só. Ela exerce diversos papéis e nunca pode ser avaliada apenas no contexto de sua aparência e atitudes.

“Odeio o mundo hoje/ Você é tão bom pra mim/ Eu sei, mas não posso mudar/ Tentei lhe dizer, mas você olha pra mim como se eu fosse um anjo caído, inocente e doce/ Chorei ontem, você deve ter se sentido aliviado por ver o lado mais suave/ Posso entender como você esteve tão confuso, não invejo você/ Sou um pouquinho de cada coisa, tudo dentro de uma só/ Sou uma puta, sou uma amante/ Sou uma criança, sou uma mãe/Sou uma pecadora, sou uma santa/Não, realmente não me sinto envergonhada/ Sou seu inferno, sou seu sonho/ Não sou meio termo, você sabe que não gostaria que fosse de qualquer outro jeito/Então, me aceite como sou/Isso pode significar que você terá que ser um homem forte/Tenha certeza de que quando eu começar a lhe deixar nervoso/Irei a extremos/ Amanhã mudarei/ E hoje não terá sentido nenhum/No exato momento que você pensa que me tem sobre controle/A temporada já mudou/ Acho que isso é legal, você faz o que faz/ E não tenta me salvar/Sou uma puta, sou uma brincalhona/ Sou uma deusa de joelhos/Quando você está ferido, quando você sofre, sou seu anjo reanimador”.
(Meredith Brooks – Bitch)

Em um contexto atual e muito mais maduro que o seu passado como musa teen (na minha opinião), Britney Spears nos faz uma série de indagações sobre o papel da mulher contemporânea, que além de trabalhar tem que ser linda e ainda ter um bom padrão de vida.  Ela nos faz uma série de indagações que na verdade são coisas que a maioria das mulheres gostariam de ter para em seguida dar um “banho de água fria” ao dizer que basta trabalhar. E trabalhar aí não é só o contexto do ter uma profissão e ganhar dinheiro, mas se esforçar para conseguir o que quer.

“Você quer? Você quer ser gostosa? Você quer um Bugatti? Um Maserati? É bom trabalhar, “bitch”. Quer uma Lamborghini? Beber drinks chiques? Ficar gostosa num bíquini? É bom trabalhar “bitch”. Quer viver sofisticadamente? Viver numa mansão? Farrear na França? É bom trabalhar, “bitch””. (Work Bitch – Britney Spears)

Depois de manter a postura de mulher alfa em diversos vídeos, pela vida pessoal podemos perceber que Britney  sofre a mesma pressão de todas as mulheres.

Britney

A cantora de hip-hop Iggy Azalea tem uma origem humilde, já foi faxineira antes de conseguir sucesso com sua música, vem corroborar a questão do trabalho como fruto de conquistas. E bate na mesma questão das marcas como um fator determinante na influência social de uma mulher.

“Andei uma milha nesses Loubotins/Eles não usam essas merdas lá de onde eu venho/ Eu não estou odiando só estou dizendo/ Quero que você saiba das merdas pelas quais passei/ (…) Três empregos e anos guardando dinheiro/ mas consegui comprar uma passagem para aquele vôo/ As pessoas tem muito para dizer/ Mas não sabem de nada onde eu fui criada/ Ou sobre a quantidade de pisos que eu tive que esfregar/ Só para deixar o passado para trás/ Sem dinheiro, sem família/  Dezesseis anos no meio de Miami/ Eu passei noites em claro tentando me tornar rica/ trabalhando, trabalhando em minha merda (música)/ Agora receba minha merda (música)/ Você pode amar ou odiar isso/ Me esforçar e lutar são as únicas coisas nas quais eu confio/ (…) Minha paixão era irônica e meus sonhos incomuns)/ (…) Acho que fiquei louca, meu primeiro acordo me mudou/ Quase pensei em roubar cegos na rua/ (…) Essas coisas só me deixaram mais durona e má/ Sem muitos resultados!/ Então tentava com mais esforço/ Odeio ser desconsiderada, mas a Indústria levou minha inocência/ Tarde demais agora estou no jogo, bitch/ (…) Jurei lealdade às minhas lutas/ Não tem sido fácil ” (Work – Iggy Azalea)

No cenário alternativo, poderíamos citar duas mulheres que estenderam seu domínio sobre o termo “whore/slut/bitch” dentro da música.  Na verdade são muito mais, mas quero me prender à essas duas. Courtney Love que popularizou o estilo kinderwhore e Maria Brink,  que colocou “Whore” como título de uma música e tem usado o termo em suas performances de shows.

Courtney é conhecida por suas posturas nada convencionais, não tem vergonha de seu próprio corpo,  o que a torna bonita (embora talvez não seja o tipo de mulher que a sociedade considere bonita, principalmente a sociedade brasileira que parece valorizar a beleza apenas tendo em vista o corpo da mulher), usa maquiagem e roupas extravagantes (lembrou de Maria Monforte e suas toilettes excessivas e teatrais?).  Maria Brink também compartilha dessa característica de Maria Monforte.

Courtney canta em sua clássica Celebrity Skin ainda no Hole:

“Ah, me supere!/ Eu sou tudo o que quero ser/ Um estudo em andamento/ Em demonologia/ Ei, eu estou tão feliz por você ter conseguido/ Agora você realmente consegue/ (…) Ah, olha a minha cara/ Meu nome é “poderia ter sido”/ meu nome é “nunca foi”/ Meu nome é “esquecida”/ Ei, estou tão feliz por você ter conseguido/ Ei, agora você realmente consegue/ Ei, só falta a gente agora/ Quando acordo, na minha maquiagem/ Muito cedo para esse vestido/ Murcha e fraca em algum lugar de Hollywood/ (…) porque agora você é uma estrela/ Oh, Cinderela, elas não são “sluts” como você/ Belo lixo, belos vestidos/ Você consegue levantar ou simplesmente cairá?/ É melhor você tomar cuidado/ Com o que deseja/ É melhor valer muito a pena/ Para morrer por isso” (Celebrity Skin – Hole)

Nessa música ela compartilha o sentimento de nunca ter sido vitoriosa e ainda comenta o fato dos outros conseguirem. Agora só faltar ela conseguir algo.  Além disso observa de maneira irônica o fato de outras moças serem como princesas intocáveis e ela ser um outro tipo de “princesa” (Oh, Cinderela, elas não são “prostitutas/vadias” como você). Isso é fortalecido pelo fato dela falar que acorda com sua maquiagem e que é muito cedo para tal vestido. Posso imaginar que essa música tenha surgido do fato de Courtney ser imensamente criticada anos atrás, pois mesmo tornando-se famosa vestia roupas de brechó, sem as marcas de famosos estilistas, embora tivesse seu estilo próprio, o kinderwhore. Além disso ela não possuía a postura esperada para uma “estrela”, visto que sua vida pessoal sempre foi conturbada.

Já Maria Brink usa o termo whore no contexto original, significando prostituta.

“Eu posso ser sua prostituta/ Eu sou a sujeira que você criou/ Eu sou a pecadora/ Eu sou sua prostituta/ Mas deixe-me te dizer uma coisa, baby/Você me ama por tudo que você me odeia”. (Maria Brink – Whore)
Whore
MariaBrinkWhore
Maria Brink ataca diretamente os homens que acham que podem dominar uma mulher e tirar  proveito sexual e emocional. Estes costumam ser os mesmos que dizem que as prostitutas são a “sujeira da sociedade”, esses homens dividem a mulher para namoro e casamento e a mulher para sexo casual. Não conseguem perceber a mulher em todas suas fecetas, por isso acabam tendo amantes para satisfazê-los. Isso é literal quando visualizamos no video clipe uma apresentação fetichista em que um homem (provável cliente) está na platéia, vestindo uma máscara, enquanto Maria Brink com roupa de colegial e um chapéu de “burro”, usado antigamente nas escolas para castigar alunos desobedientes ou fracos. Nesse chapéu está escrito “whore”. Essa fantasia é outra ironia, tendo em vista que no final do vídeo, o homem que está com o chapéu e também amarrado com uma camisa de força no mesmo banco em que Maria estava. Maria Brink aparece no lugar do do homem, a cadeira, tomando seu lugar na posição dominante.
Whore2
Whore1

Sei que não é uma postura de todos os homens, porém alguns ainda fazem questão de tratar a mulher como se fosse sua propriedade e apenas tendo em vista o sexo. Se a mulher encara o sexo com liberdade ela acaba sendo taxada de prostituta, se ela se recusa a ser mais liberal ela também é criticada. Quanto aos homens, o rótulo de conquistador é incentivado, enquanto a mulher deve conter sua sexualidade ao máximo. As mulheres tem medo de ficarem mal faladas e para isso é preciso muito pouco. O fato é que mesmo a mulher que não é tão liberal mas tem aparência que talvez sugira isso é criticada. Uma mulher não pode ter orgulho de sua própria aparência ou ela corre o sério risco de ser chamada de imoral ou burra, porque valoriza somente a aparência. Como se as mulheres lindas e sexys não pudessem ser também inteligentes. Quer ver um exemplo? Se a mulher gosta de um estilo mais sexy, sempre julgam que ela está se insinuando para alguém. Chega a ser absurdo, mas até nossos olhares (como mulheres) devem ser concentrados, para não acharem que estamos dando moral para alguém. Ou seja, a mulher foi inteiramente criada para ser submissa ou ela será uma prostituta. Digo novamente que isso não é culpa dos homens, mas de homens e mulheres que teimam em julgar os outros pela aparência. Homens são criados por mulheres (principalmente), se sua conduta é inadequada, talvez a própria mãe tenha influenciado nisso. Eu lembro do filme “O Jardineiro Fiel” do diretor Fernando Meirelles, em que a atriz Rachel Weisz interpreta Tessa Quayle. Tessa é uma ativista de direitos humanos, casada com um diplomata. Por sua conduta liberal em diálogos com homens ela é taxada como “fácil” e até seu próprio marido desconfia de uma traição. Ele, o marido também é influenciado pelos amigos, que pedem para que ele freie os impulsos de Tessa, que costuma ser idealista e defender os direitos alheios. Porém descobrimos que nada disso procede e que isso é apenas preconceito vindo de sua beleza e conduta de igualdade para com os homens. Passamos a admirá-la, mas para isso passamos pela insegurança de imaginar que ela seria uma “whore”, antes de descobrir que ela é um exemplo de mulher. Descobrimos que todos merecem uma chance, mesmo que nosso conceito de moralismo nos impeça de ver o lado bom das pessoas.

O marido (Justin Quayle, interpretado por Ralph Fiennes) de Tessa dialoga que ela precisa manter distanciamento, porque não dá para ajudar todas as pessoas. Em uma negativa pela mulher querer dar carona à três pessoas de uma família que vão andar quilômetros à pé. Justin: – São milhões de pessoas e todos precisam de ajuda. Tessa responde: – Sim. Estes são apenas três pessoas.

O jardineiro Fiel

Bitch
4 Comentários leave one →
  1. janeiro 12, 2014 1:26 am

    Nossa, adorei o artigo e acho que vou relê-lo em breve pra refletir mais um pouco!! Porque é complexo!
    Ainda esta semana vi pela primeira vez essa foto da Maria Brink de costas num site gringo e os comentários – masculinos, eram voltados às nádegas dela e ao “side boob”. Achei o ó!! Super desrespeituoso! Mas eu ainda não tenho uma opinião formada sobre a Maria (se é que preciso ter rsrsrs!!), ela sempre usou muito da sensualidade em fotos e eu não sei se agora, depois de ter se tornado uma mega “sex symbol do hard rock” ela está sentindo a pressão de ser mulher e resolveu abordar este lado do machismo que ela, com certeza nos bastidores deve ouvir e ver muita coisa! Mas nunca soube se a sensualidade dela é algo “sarcástico”, tipo “sou gostosa e sou roqueira, engula isto!” ou se usou da sensualidade pra ter mídia pra banda dela…
    E Courtney, putz, ninguém lida tão bem com esse termo “bitch” quanto ela! E acho que é porque ela é uma genuína bad girl, não? É meio o que difere ela de outras moças do rock/hard rock atual.

    • janeiro 27, 2014 12:06 am

      Obrigada Sana! Eu acho o público do metal, hard rock e rock bem machista (não inteiramente mas uma boa parte). Lembro sempre daquela cena do filme Runaways que as meninas treinam para o palco com o Kim Fowley jogando coisas nelas. Ele fala que elas devem ter coragem porque o ambiente é masculino, então elas terão que encara-lo de igual para igual. Deve ter dado uma loucura na Maria Brink, porque toda mulher nesse meio se sente meio que como um objeto por causa das cantadas e de não levarem à sério. E a mulher sempre se cobre toda para se defender das cantadas, veste suas roupas de acordo com o meio como se os homens fossem animais e não pudessem controlar seus extintos (besteira). E aí acho que na cabeça da mulher é como se fosse um f***-se! Posso ser feminina e sexy e ainda assim vão ter que me engolir como uma boa cantora, como uma mulher inteligente, vão ter que me respeitar! Rs… isso mesmo como você falou. Mas acho que claro, ela se aproveitou da beleza também como outras tantas que mudaram seu estilo e obtiveram sucesso com talento e beleza: Brody Dalle, Simone Simons, Cherie Currie, Debbie Harry, Cristina Scabbia e muitas outras… Claro que o público masculino gosta mais da Simone, ela é mais recatada, mas está lá também pela beleza. Acho que a mulher tem que ter responsabilidade e reconhecer que pode até usar de sua beleza, mas ela nunca pode substituir o talento e personalidade. E ela nunca pode estar lá SOMENTE para ser o objeto, mas seu corpo pode ser revertido de objeto à forma de protesto, aí sim as coisas ficam interessantes. Agora o caso da Courtney é diferente né, concordo com você. Mesmo porque ela é da geração riot grrrl, que praticamente inventou feminismo no rock (ela nega a influência, mas é um dos maiores alicerces do movimento em termos de ideologia) .

      Ps: Desculpe o monte de coisas que escrevi, mas empolgo muito com o tema. Quanto mais falando com você! Adoro!

      • Sana permalink
        janeiro 27, 2014 12:19 am

        “Acho que a mulher tem que ter responsabilidade e reconhecer que pode até usar de sua beleza, mas ela nunca pode substituir o talento e personalidade”. — Super concordo! Acabei de me lembrar de mulheres, como a Heidi Shepherd e Carla Harvey do Butcher Babies que exploram a sensualidade ao extremo. Lembro de uns dois anos atrás ter lido uma entrevista com a Lzzy Hale falando que a gravadora tinha pedido à ela letras mais “sensuais” e ela topou. E tem a Wendy O. que apesar de ter sido atriz pornô e usar do top less no palco, tinha uma abordagem diferente do assunto, era uma coisa mais agressiva, com atitude. Enfim, é um tema super complexo e a gente podia ficar 2 ou 3 dias diretos só conversando sobre. =D

  2. fevereiro 12, 2014 10:33 pm

    Grande texto. Já pensou em fazer mestrado em literatura? O seu tipo de abordagem é muito valorizada por lá.

    A propósito, Britney Spears sucks.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Espaços Narrativos

memórias absorvidas por espaços, propagadas por pessoas

jimgoforthhorrorauthor

Horror author. Extreme metal fanatic. Husband. Father.

Não Sou Exposição

Questionamentos sobre imagem corporal, amor próprio, saúde e comida.

vamosparalondres

um autoguia para a minha viagem à capital britânica

A Virgem Boêmia

Entre palavras e cervejas

Dully Pepper24H

Arte pelo Amor, Arte pelo Mundo, Arte pela Paz!

REQUADRO

Just another WordPress.com site

Supernova de Estilos

Um espaço para arte, moda, música, textos e tudo o que for interessante e novo (ou vintage)!

blog da Revista Espaço Acadêmico

Revista Espaço Acadêmico, ISSN 1519-6186 – ANO XVI - Mensal. Conselho Editorial: Ana Patrícia Pires Nalesso, Angelo Priori, Antonio Mendes da Silva Filho, Antonio Ozaí da Silva, Eva Paulino Bueno, Henrique Rattner (in memoriam), João dos Santos Filho, Luiz Alberto Vianna Moniz Bandeira, Raymundo de Lima, Renato Nunes Bittencourt, Ricardo Albuquerque, Rosângela Rosa Praxedes e Walter Praxedes. Editor: Antonio Ozaí da Silva

palavrasecoisas.wordpress.com/

Comunicação, Subculturas. Redes Sociais. Música Digital. Sci-fi

Felinne Criações

Bastidores dos trabalhos, projetos, e vida Felinne ;)

Drunkwookieblog

Porque esperar pelo G.R.R Martin não dá

Lembrar ou Esquecer?

Depois de um tempo...

A CASA DE VIDRO.COM

Portal Cultural & Livraria Virtual. Plugando consciências no amplificador! Um projeto de Eduardo Carli de Moraes.

%d blogueiros gostam disto: